Tratamento de infertilidade menos intensivo gera embriões de “maior qualidade”

Estudo da Universidade de Utrecht

15 abril 2008
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Um tratamento de infertilidade feito de modo menos intensivo pode resultar na obtenção de embriões de qualidade genética superior aos dos tratamentos convencionais e até em maior número de gravidezes bem-sucedidas.
 

 

No estudo agora realizado, a equipa da universidade holandesa de Utrecht, coordenada pela embriologista Esther Baart, aplicou um tratamento hormonal menos intensivo a um grupo de cem mulheres, com o objectivo de comparar os resultados com outro grupo, de igual número de mulheres, sujeito ao tratamento de estimulação convencional.
 

 

No grupo que recebeu o tratamento menos intensivo obtiveram-se, à semelhança do que aconteceu no outro grupo, entre oito e 12 óvulos após a estimulação ovárica. Na análise dos embriões, obtidos por um e por outro método, a equipa de Baart descobriu que o tratamento menos intensivo permite obter menor número de embriões com problemas genéticos. O estudo mostrou que 73% dos embriões obtidos através do tratamento convencional tinham defeitos genéticos, enquanto nos embriões resultantes do tratamento alternativo essa taxa era de 55%.
 

 

Em declarações ao jornal britânico “The Guardian”, a líder da investigação explicou que a grande vantagem deste tratamento menos intensivo reside no facto de as mulheres correm muito menor risco de desenvolver um problema potencialmente fatal, designado por síndrome de hiperestimulação ovárica.
 

 

Fontes: Diário de Notícias e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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