Tratamento de Diabetes tipo 1 com células-estaminais hematopoiéticas

Trabalho publicado no JAMA

11 abril 2007
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Após um tratamento com as suas próprias células-estaminais hematopoiéticas, um grupo de treze voluntários diabéticos ficou livre da injecção diária de insulina, revela um estudo feito por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Brasil, e publicado esta semana na revista "Journal of the American Medical Association" (JAMA).
 

 

Segundo o relatório do trabalho, isso não significa a cura para a doença, contudo, o tratamento que envolveu o transplante de células-estaminais do sangue do paciente permitiu que vivessem normalmente durante mais de três anos sem recorrer à insulina.
 

 

"Esta é a primeira terapia para (portadores) de diabetes tipo 1 a ter como resultado a suspensão do tratamento farmacológico", afirmou Richard Burt, chefe de Imunoterapia da Feinberg School of Medicine, Northwestern University, em Chicago, EUA, e um dos principais autores do estudo.
 

 

O procedimento foi aplicado em 15 pacientes diabéticos, com idades entre os 12 e 31 anos, mas não apresentou os resultados desejados em dois deles, disseram os cientistas em seu relatório: um deles desenvolveu Pneumonia e dois apresentaram Disfunções hormonais.
 

 

No início da pesquisa, os cientistas recolheram células-estaminais dos voluntários. Os pacientes submeteram-se a Quimioterapia para em seguida receberem transfusões das suas próprias células-estaminais.
 

 

Catorze dos 15 voluntários -93% - ficaram livres das injecções de insulina durante algum tempo depois do tratamento; Onze não mais recorreram à insulina sintética.
 

 

Os períodos de remissão variaram de 36 meses para o paciente que iniciou a terapia mais cedo, a seis meses para os que a iniciaram mais tarde.
 

“Os resultados desses testes ajudam a estimular a pesquisa de métodos que podem vir a conter e reverter a doença”, assegurou Jay Skyler, do Instituto de Pesquisa da Diabetes da University of Miami.
 

 

Apesar do sucesso do tratamento na sua relação benefício e baixo risco de efeitos secundários, os cientistas admitiram tratar-se de um primeiro passo e que é necessário fazer mais estudos para avaliar a segurança e a eficácia desta terapia.
 

 

MNI- Médicos na Internet

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