Tratamento da osteoporose pode aumentar risco de doenças oculares

Estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”

10 abril 2012
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Os fármacos habitualmente utilizados na prevenção da osteoporose podem aumentar o risco de uma doença inflamatória ocular, nas suas primeiras utilizações, dá conta um estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”.

 

Os bifosfonatos orais, a classe de fármacos habitualmente mais prescrita para a prevenção da osteoporose, têm sido associados com alguns efeitos secundários como fraturas pouco comuns, batimento cardíaco irregular, cancro esofágico e do cólon. Alguns estudos têm demonstrado uma associação entre estes fármacos e uveíte e esclerite, doenças oculares inflamatórias que podem afetar seriamente a visão.

 

Neste estudo, os investigadores da Child and Family Research Institute e da University of British Columbia, no Canadá, analisaram e quantificaram o risco da associação entre a uveíte ou esclerite e os bifosfonatos orais.

 

Assim, para estudar esta associação os investigadores contaram com a participação de 934.147 indivíduos, que tinham realizado consultas oftalmológicas entre 2000 e 2007, 10 827 dos quais estavam a tomar bifosfonatos pela primeira vez e 923.320 que não tinham aderido a este tratamento.

 

O estudo apurou que a taxa de incidência da uveíte, para os utilizadores de bifosfonatos, era de 29/10.000 pessoa-anos e de 63/10 000 pessoa-anos para a esclerite. Em comparação as taxas de incidência para estas doenças oculares para os indivíduos que não estavam a tomar estes fármacos foram de 20/10.000 e 36/10 000 pessoa-anos, respetivamente.

 

“Verificámos que os utilizadores de bifosfonatos encontravam-se em maior risco de desenvolver uveíte e esclerite”, revelou em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Mahyar Etminan.

 

“O risco de eventos adversos oculares inflamatórios não está destacado na maioria dos bifosfonatos orais. Assim o nosso estudo chama a atenção para a necessidade de os médicos informarem os pacientes dos sinais e sintomas da esclerite e uveíte, de modo iniciarem o tratamento mais rapidamente possível e para impedir potenciais complicações”, concluíram os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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