Tratamento contra asma já conheceu melhores dias

Cientistas dizem que o actual tratamento piora a doença

18 agosto 2003
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Cientistas da Universidade de Cincinnati descobriram que os tratamentos comuns de asma com broncodilatadores e o albuterol não só param de funcionar depois de um certo tempo, como também podem tornar a asma mais grave.
 

 

Estes tratamentos são administrados normalmente com a ajuda das chamadas “bombinhas”, mas também podem ser através da inalação, em xaropes ou até em injecções.
 

 

Esses medicamentos têm como principal objectivo relaxar as vias aéreas e facilitar a respiração, o que de facto acontece, mas num curto prazo. E isto porque essas “drogas” tornam o corpo mais "sensível" às substâncias que causam crises de asma, como pó, poluição e mofo.
 

 

Nos pulmões existem os chamados beta2AR. Estes são designados de receptores e para além de detectarem os remédios, também os fazem agir.
 

 

Para chegarem a estas conclusões, os cientistas administraram num determinado número de ratos uma grande substância de beta2AR e pouca noutros ratos. No final, verificou-se o seguinte: os ratos que tinham muito beta2AR, a sua activação por longo tempo (causada pelos remédios contra asma) levava à concentração de altos níveis de uma enzima chamada PLC-beta nos músculos dos pulmões.
 

 

Adriana José Oliveira
 

MNI – Médicos Na Internet
 

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