Tratamento com hormona de crescimento pode aumentar risco de AVC

Estudo publicado na revista “Neurology”

19 agosto 2014
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Um novo estudo sugere que as crianças que são tratadas com hormonas de crescimento podem correr um maior risco de sofrerem um AVC no início da idade adulta.


As hormonas de crescimento artificiais são utilizadas para tratar crianças e adolescentes que apresentam, deficiência nas glândulas pituitárias e estas não produzem hormonas de crescimento suficientes. Este tratamento é dado às crianças e adolescentes para acelerar o crescimento dos mesmos devido a anormalidade genética ou a doença renal crónica, por exemplo.


Para o estudo, a equipa de investigadores da Universidade de Paris, em França, analisou 6.874 pessoas nascidas antes de 1990 e que tinham recebido tratamento com hormonas de crescimento entre 1985 e 1996 para tratar problemas de baixa estatura ou de deficiência de hormona de crescimento.


Os participantes forma seguidos entre 2008 e 2010 através de questionários de saúde e de consultas aos processos clínicos. O tratamento com as hormonas de crescimento tinham durado, em média, 3,9 anos.


Durante o período de seguimento foram registados 11 acidentes vasculares cerebrais (AVC), que tinham ocorrido numa idade média de 24 anos, resultando em 4 mortes. 8 dos AVC tinham sido de origem hemorrágica.


Comparando estes resultados com os esperados na população geral, que é de entre 3 a 7, sendo 2 de origem hemorrágica, os mesmos sugerem que na camada populacional que seguiu o tratamento com as hormonas de crescimentos o risco de AVC hemorrágico é 3 a 4 vezes maior do que a camada populacional que não recebeu o tratamento.


O autor do estudo Joël Coste comenta que “dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo que estão a ser tratadas com hormonas de crescimento devem ser informadas sobre este risco”.


O investigador adianta ainda que são necessários mais estudos para determinar se este tratamento é a causa do AVC mas que entretanto os pais e médicos devem considerar esta associação antes de se decidirem pelo tratamento.


Finalmente, ainda não foram determinadas são as consequências de longo termo associadas ao tratamento durante a infância com as hormonas de crescimento, ou seja quando estas pessoas chegarem à meia-idade, por exemplo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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