Tratamento com células dendríticas necessita de demonstração científica

Alerta do Infarmed

02 agosto 2013
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O tratamento do cancro com células dendríticas carece de demonstração científica e a participação em ensaios clínicos não pode envolver pagamentos por parte dos doentes ou das famílias, alerta a autoridade portuguesa do medicamento.
 

Num esclarecimento sobre o uso de células dendríticas no tratamento do cancro, ao qual famílias portuguesas têm recorrido em clínicas da Alemanha, o Infarmed lembra que aquelas células estão classificadas desde 2003 como medicamentos biológicos de terapia avançada.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que estes medicamentos só são introduzidos no mercado por aprovação centralizada da Comissão Europeia ou podem ser usados em ensaios clínicos após autorização das autoridades de cada país.
 

“Os ensaios clínicos são promovidos e financiados por quem produz o medicamento e servem para demonstrar a sua utilidade. Na União Europeia, a participação em ensaios clínicos não pode envolver pagamentos pelo doente ou suas famílias. A utilização de medicamentos experimentais não deve ser feita fora do ambiente controlado e vigiado de um ensaio clínico”, referiu o Infarmed.
 

De acordo com o Infarmed, há vários ensaios clínicos em curso na União Europeia a envolver células dendríticas para diferentes tipos de cancro. Além destes ensaios clínicos, os medicamentos de terapia avançada (como as células dendríticas) também podem ser usados num contexto de “isenção hospitalar”, no qual uma unidade hospitalar pode ser autorizada pelas autoridades do medicamento de cada país a produzir e usar aqueles fármacos, cumprindo “critérios de qualidade” e de vigilância.
 

Contudo, o Infarmed salienta que o uso das células neste âmbito não significa que a eficácia e segurança dos medicamentos estejam demonstrados “de forma a justificar a sua utilização sistemática em todos os doentes”.
 

Para a autoridade, o tratamento do cancro com estas células carece de “demonstração científica” e deve ser aprovado pelas autoridades do medicamento da Comissão Europeia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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