Tratamento anti-retroviral gratuito para seropositivos pode ser "insustentável"

Estudo publicado na”Public Liberary of Science-Medicine”

03 dezembro 2007
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Os custos associados ao tratamento universal e gratuito de pacientes com Sida podem chegar a um valor incomportável, revela um estudo norte-americano publicado recentemente na revista científica “Public Liberary of Science-Medicine”.  

 

É urgente encontrar novas formas de financiamento a longo prazo para a aquisição e distribuição de medicamentos anti-retrovirais, alertam os investigadores. De outro modo, até mesmo experiências de sucesso como a do Brasil podem tornar-se "insustentáveis".  

 

Após a análise pormenorizada dos "aspectos clínicos, comerciais e políticos" do caso brasileiro - uma referência em termos de oferta irrestrita de cuidados de saúde a portadores do vírus HIV -, um grupo de investigadores da Escola de Saúde Pública de Harvard chegou à conclusão de que, apesar de ter negociado valores abaixo do mercado com as farmacêuticas multinacionais, o montante gasto com a doença não pára de subir.  

 

A decisão controversa tomada há seis anos pelas autoridades brasileiras - a produção de anti-retrovirais genéricos sem pagar o valor total das patentes - mostrou-se eficaz em termos de poupança nos primeiros quatro anos.  

 

Embora o valor destes fármacos tenha aumentado entre 2001 e 2005, o Governo de Brasília conseguiu poupar cerca de mil milhões de dólares naquele período. No entanto, os custos com os tratamentos quase duplicaram entre 2004 e 2005 -o que significa que mais pessoas que convivem com o HIV iniciaram o tratamento e estão a viver mais.  

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional  

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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