Trastuzumab pode reduzir morte por Cancro da Mama

Trabalho publicado na The Lancet

10 janeiro 2007
  |  Partilhar:

O trastuzumab, produzido pela Roche, pode reduzir em até um terço o número de mortes por Cancro da Mama, caso seja administrado em pacientes que tenham sido submetidas previamente a intervenção cirúrgica e a Quimioterapia, segundo um estudo publicado na revista médica The Lancet. O trabalho comparou os resultados obtidos com 1.703 mulheres que foram submetidas ao fármaco durante um ou dois anos, após terem feito os tratamentos contra o Cancro da Mama, com os de outras 1.698 pacientes que fizeram o mesmo procedimento inicial, mas não receberam o trastuzumab. Os cientistas acompanharam as mulheres durante dois anos. No final do período, 59 mulheres do primeiro grupo tinham morrido, enquanto 90 do segundo pereceram, o que equivale a uma redução de 34% no índice de mortalidade. Em termos absolutos, 92,4% das mulheres tratadas com trastuzumab continuavam vivas dois anos após o fim do tratamento, contra 89,7% das que não foram submetidas ao medicamento. No entanto, foram verificados casos de Hipertensão em 12 mulheres do primeiro grupo, enquanto no segundo, o número foi de apenas cinco pacientes.Também foram registadas ocorrências de paragem cardíaca, Depressão e febre, entre outros efeitos secundários, nas mulheres submetidas ao fármaco. Segundo Ian Smith, do Royal Marsden Hospital, que dirigiu a equipa, os resultados do estudo indicam que o trastuzumab contribui, de modo significativo, para a sobrevivência das mulheres que foram submetidas a Quimioterapia após terem sido diagnosticadas com Cancro da Mama em estágio inicial. Em entrevistas à Lancet, três investigadores da University of Sheffield que analisaram o estudo afirmam que os benefícios são reais e que os danos cardíacos devidos ao trastuzumab podem ser evitados. "Ao longo do período de dois anos analisados, o risco de dano cardíaco parece insignificante em comparação com o risco de reprodução do cancro", segundo os analistas, que disseram também ser preciso esperar para ver os possíveis efeitos do fármaco a longo prazo. MNI- Médicos na Internet

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.