Transtorno obsessivo compulsivo: identificado marcador genético associado

Estudo publicado na revista “Molecular Psychiatry”

16 maio 2014
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Investigadores americanos identificaram um marcador genético que pode estar associado ao desenvolvimento do transtorno obsessivo compulsivo, dá conta um estudo publicado na revista “Molecular Psychiatry”.
 

O transtorno obsessivo compulsivo é uma condição caracterizada por pensamentos e imagens intrusivas que despoletam a realização de comportamentos repetitivos que têm como objetivo reduzir a ansiedade associada. Alguns pacientes têm por exemplo uma preocupação constante e irracional relativamente à contaminação por microrganismo. Desta forma sentem a necessidade de lavar as mãos repetidamente. Os pacientes afetados pela forma mais severa doença ficam por vezes incapazes de saírem das suas casas.
 

Este tipo de transtorno não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados através de terapia comportamental e da toma de antidepressivos, como os inibidores da recaptação da serotonina. Contudo, estima-se que estes apenas funcionem em 60 a 70% dos casos.
 

Neste estudo, os investigadores do Hospital Johns Hopkins, nos EUA, analisaram os genomas de 1.406 pacientes com transtorno obsessivo compulsivo, mais de 1.000 indivíduos próximos dos pacientes, assim como pessoas saudáveis. No total, o estudo contou com a participação de 5.061 indivíduos.
 

O estudo apurou que os pacientes com transtorno obsessivo compulsivo apresentavam mais frequentemente uma variação genética , no cromossoma 9, perto de um gene denominado por proteína tirosina fosfocinase (PTPRD, sigla em inglês).
 

Os autores do estudo referem que estudos em animais já tinham indicado que o PTPRD estava envolvido com a aprendizagem e memória, áreas influenciadas pelo transtorno obsessivo compulsivo nos humanos. Adicionalmente este gene já tinha sido também associado ao transtorno de défice de atenção e hiperatividade.
 

“Caso estes resultados sejam confirmados, poderemos identificar novos fármacos capazes de ajudar as pessoas que sofrem desta doença debilitante”, conclui o líder do estudo, Gerald Nestadt.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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