Transplantes prometedores para tratar lúpus

Estudo sobre uso de células estaminais apresentado no JAMA

03 maio 2006
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Pacientes com o tipo mais grave de lúpus registaram claras melhoras depois de receberem um transplante das suas próprias células estaminais, indica um estudo recentemente divulgado no Journal of the American Medical Association (JAMA).
 

 

Em 48 doentes com lúpus eritematoso disseminado (LED) que receberam o tratamento, 50 por cento ficaram sem sintomas cinco anos depois, segundo médicos do Northwestern Memorial Hospital de Chicago, nos EUA, que realizaram este estudo clínico.
 

 

Para o ensaio clínico, que decorreu entre 1997 e Janeiro de 2005 em vinte estados dos EUA, foram seleccionados pacientes que sofriam das formas mais graves de lúpus e tinham esgotado todas as opções de tratamento disponíveis. A remitência mais longa foi de 7,5 anos no grupo dos 48 doentes e a mortalidade ligada ao tratamento foi de dois por cento.
 

 

As células estaminais, produzidas pela medula óssea, foram colhidas no sangue dos doentes que, durante semanas, foram submetidos a altas doses de quimioterapia que lhes debilitaram o sistema imunitário, já enfraquecido pelo lúpus. As células estaminais foram-lhes injectadas para tentar reconstituir o sistema imunitário.
 

 

Segundo os autores da investigação, os resultados deste tratamento justificam um estudo mais vasto para comparar esta terapia com os tratamentos tradicionais que permitem controlar a doença em grande parte das pessoas que sofrem de lúpus. O LED é a forma mais corrente e também potencialmente a mais grave desta doença que pode provocar inflamações na pele, articulações e rins.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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