Transplantes aumentam para o dobro o risco de cancro

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

08 novembro 2011
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As pessoas que recebem transplantes de órgãos têm um maior risco de sofrer cancro, o dobro do registado na população em geral, de acordo com um estudo do National Cancer Institute, publicado no “Journal of the American Medical Association”.

 

A equipa liderada por Eric A. Engels analisou registos de saúde dos EUA sobre transplantados. Sessenta por cento dos transplantados eram do sexo masculino e a média de idade na época do transplante foi de 47.

 

Os transplantes realizados foram de rins (58%), fígado (21,6%), coração (10%) e pulmão (4%). Os resultados da análise mostraram que das pessoas que se submeteram a essas cirurgias, 10.656 receberam diagnóstico de cancro após o procedimento. Um número que, segundo os cientistas, indica o dobro do risco, em comparação com a população em geral.

 

O risco foi aumentado para 32 neoplasias malignas diferentes, algumas relacionadas com infecções conhecidas, como cancro anal, e outras não relacionadas a infecções, tais como cancros da tiróide e da boca e melanoma. Os tumores malignos mais comuns com risco elevado foram linfoma não-Hodgkin (1.504 casos), pulmão (1.344 casos), fígado (930 casos) e rim (752 casos).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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