Transplante pioneiro de útero de mãe para filha

Sucesso da cirurgia será comprovado após a gravidez

20 setembro 2012
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Duas mulheres suecas foram submetidas, no passado fim de semana, a transplantes pioneiros de úteros de mãe para filha, sem quaisquer complicações. No entanto, o êxito das cirurgias só vai ser comprovado quando as duas mulheres derem à luz crianças saudáveis.
 

A notícia avançada pela agência Associated Press e à qual a agência Lusa teve acesso refere que uma das mulheres tinha removido o útero devido a um cancro cervical e a outra nasceu sem útero.
 

As mulheres vão ficar sob observação durante um ano e só depois os médicos tentarão ajudá-las a engravidar através de fertilização “in vitro”, em que embriões criados com óvulos dos seus ovários serão colocados nos respetivos úteros.
 

Especialistas em fertilidade saudaram os transplantes feitos na Suécia como um avanço significativo, embora sublinhem que está ainda por provar que daí resulte uma gravidez bem-sucedida.
 

Mesmo se o transplante funcionar, não é claro quantas mulheres escolherão tal opção, dados os riscos que a operação envolve comparada, por exemplo, com o recurso à barriga de aluguer.
 

No ano passado, médicos turcos anunciaram ter realizado o primeiro transplante de útero, de uma dadora que morreu para uma jovem. De acordo com um dos cirurgiões, Michael Olausson, refere que a mulher se encontra bem, mas desconhece que tenha iniciado um tratamento de fertilidade.
 

Em 2000, médicos na Arábia Saudita transplantaram um útero de uma dadora viva para outra mulher, mas esta teve de o remover, três meses mais tarde, por causa de um coágulo sanguíneo.
 

Para o cirurgião, o risco de rejeição é menor quando a dadora é da mesma família, mas um fator ainda mais importante é a “ligação sentimental” entre mãe e filha.
 

Além disso, no transplante de mãe para filha facilita o saber se o órgão transplantado funciona, não tendo qualquer importância que a dadora tenha passado a menopausa.
 

Durante um ano, os médicos acompanharão a forma como as duas pacientes respondem aos medicamentos anti-rejeição para impedir que os seus sistemas imunitários ataquem os úteros doados.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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