Transplante de rins: teste poderá prever risco de rejeição

Estudo publicado na revista “PLOS Medicine”

14 novembro 2014
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um teste que poderá diagnosticar e prever o risco de rejeição aguda dos transplantes renais. Estes achados publicados na revista “PLOS Medicine” podem substituir a necessidade de biopsias e conduzir à deteção e tratamento precoces de casos de rejeição renal.
 

“Encontrámos um conjunto de genes no sangue que captam a inflamação e a rejeição aguda em transplantes de órgãos sólidos e, portanto, pode substituir a necessidade de uma eventual biopsia”, referiu, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Minnie Sarwal.
 

Todos os recetores de órgãos transplantados apresentam uma determinada quantidade de rejeição aguda (RA). Em casos extremos, o órgão doado pode ser danificado ou até mesmo falhar, resultando em tratamentos dispendiosos e na diminuição da qualidade de vida.
 

A RA ocorre em cerca de 15 a 20% dos pacientes que recebem um transplante renal, apesar da utilização de terapia imunossupressora. A rejeição é habitualmente precedida dum aumento de creatinina (um marcador da função renal) no soro do paciente. Posteriormente, é realizada uma biopsia para confirmar a suspeita de rejeição. Contudo, os níveis elevados de creatinina não são suficientemente sensíveis para identificar precocemente a rejeição ou suficientemente específicos para evitar algumas biopsias renais desnecessárias.
 

Neste estudo, os investigadores desenvolveram um teste, denominado kSORT, que analisa a expressão de um conjunto de genes no sangue e deteta o risco de os pacientes terem RA. Foi desenvolvido um algoritmo com base na análise genética de 558 amostras de sangue periférico de 436 pacientes adultos e pediátricos. Estas amostras foram colhidas, entre 2005 e 2012, em oito centros de transplante renal nos EUA, México e Espanha.
 

O kSORT inclui 17 genes selecionados de 143 amostras de adultos com ou sem RA determinada por biopsia. Posteriormente, o teste foi finalizado e validado em três grupos de pacientes. Verificou-se que o teste consegui prever a RA três meses mais cedo do que a biopsia.
 

Os investigadores concluem que o kSORT é um teste simples, robusto e clinicamente aplicável que poderá ajudar os pacientes submetidos a transplantes renais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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