Transplante de rim é líder em Portugal

Declarações do presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação

21 julho 2015
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Em Portugal, o rim lidera largamente o número de transplantes de órgãos, área em que o país está acima da média europeia, de acordo com o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT).
 

No entanto, o médico reconhece que a principal dificuldade reside no número de órgãos insuficientes para os doentes necessitados, que têm uma espera em diálise entre quatro a cinco anos.
 

"A nossa taxa de recolha de órgãos por milhão de habitantes está nos 28, mas já esteve melhor, nos 31, em 2009, em que tínhamos o segundo lugar europeu na taxa de colheita e éramos os primeiros na transplantação", disse Fernando Macário à agência Lusa.
 

De acordo com o presidente da SPT, o objetivo é passar para uma taxa de colheita de 30 órgãos por milhão de habitantes, que mesmo assim será inferior aos dos vizinhos espanhóis, com uma taxa de colheita de 34 por milhão.
 

De forma a aumentar o número de transplantes em Portugal, Fernando Macário defende que é necessário melhorar a estrutura organizacional de procura e colheita de órgãos, aumentar as camas nos cuidados intensivos para manter os dadores, desenvolver mais a colheita de rins a partir de dadores vivos, que representa apenas 11%, em contraste com os 30 a 40% do norte da Europa, e efetuar colheita em situações de paragem cardiorrespiratória, "que já está legislada".

 

A SPT comemorou ontem o Dia do Transplante, em Coimbra, no Pavilhão Centro Portugal, que este ano é dedicado ao desporto e à demonstração de que o exercício físico contribui para melhorar o estado de saúde dos transplantados.

 

"A atividade física e o desporto permitem que o doente transplantado retorne quanto possível a uma vida ativa próxima da normalidade e preserva e aumenta a longevidade dos órgãos", conclui Fernando Macário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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