Transplante de coração a recém-nascido

Intervenção realizada pela primeira vez em Portugal

22 novembro 2016
  |  Partilhar:
Um bebé que nasceu com um problema cardíaco grave e que tinham pouco mais de dois meses foi recentemente transplantado ao coração no Hospital de Santa Marta, em Lisboa, sendo a criança mais nova a submeter-se a esta intervenção em Portugal.
 
Esta intervenção que nunca tinha sido realizada a um bebé tão novo foi realizada há cerca de dois meses no Hospital de Santa Marta, que pertence ao Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), e foi a solução para uma cardiomiopatia (doença dos músculos de coração) que tinha sido detetada na bebé, ainda durante a gravidez.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a bebé, oriunda do Porto, nasceu prematura e esteve hospitalizada desde que nasceu. Foi transplantada com 70 dias de vida, quando tinha 2,3 quilos.
 
O Hospital de Santa Marta foi pioneiro na colocação deste aparelho que permite ao doente estar vivo enquanto aguarda por um coração transplantado, tendo, em 2013, sido implantado este dispositivo num bebé de três meses e meio, a mais pequena criança a submeter-se a tal intervenção.
 
No entanto, há cerca de dois meses, quando a bebé deu entrada no Hospital de Santa Marta, chegou também um coração de dador, pelo que já não foi necessário o implante do coração artificial.
 
O médico José Fragata, responsável da cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta, explicou à agência Lusa as dificuldades inerentes ao tamanho da criança: “Tudo é mais delicado, do trabalho anestésico ao cirúrgico, bem como o seguimento da criança após a cirurgia”.
 
Após a operação, que durou cerca de três horas, a bebé recebeu de todo o corpo clínico do hospital a atenção necessária a alguém tão pequeno e que, devido aos procedimentos relacionados com o transplante, está numa situação mais frágil. O médico referiu que é sinal de sucesso uma bebé tão pequena estar viva e com um coração a bater.
 
Nestes casos, recordou, as crianças beneficiam de uma janela imunológica que conta a seu favor e que se deve ao facto de estarem “virgens, apenas com a informação de base”, e sem o impacto da exposição aos vários elementos.
 
Quanto ao pioneirismo de um transplante numa criança tão pequena, José Fragata considerou-o “mais um passo na ousadia do desenvolvimento”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar