Transplantados pioram se contraírem infecção pelo vírus do Nilo

Problemas neurológicos são a principal consequência

16 agosto 2004
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 Os doentes que contraírem o vírus do Nilo depois de se terem sujeitado a um transplante têm maior probabilidade de vir a sofrer de problemas do foro neurológico, segundo revela um artigo publicado hoje na revista «Archives of Neurology».O artigo baseia-se numa investigação realizada por cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que observaram 11 pacientes de transplantes que contraíram o vírus do Nilo no ano passado. Dos 11 infectados, dez sofreram inflamações do cérebro e da membrana que cobre a espinal-medula. Tanto electroencefalogramas como resultados das autópsias confirmaram que estes pacientes sofreram de lesões neurológicas nas últimas fases da infecção com o vírus do Nilo.Segundo a publicação, os problemas neurológicos são provocados pelos medicamentos administrados aos receptores de órgãos, de forma a suprir a acção do sistema imunitário e a reduzir a probabilidade de rejeição do órgão.O vírus do Nilo Ocidental transmite-se através da picada de um mosquito infectado e não é transmissível de pessoa para pessoa. Manifesta-se no pior dos casos, a maioria mortais, por uma infecção das meninges, assim como febre, dores de cabeça e outros sintomas neurológicos.O artigo acrescenta ainda que o perigo de infecção com vírus do Nilo entre os pacientes de transplantes é muito importante, uma vez que todos os anos cerca de 25 mil pessoas nos Estados Unidos se submetem ao transplante de um órgão.Fonte: Lusa

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