Transplantação de órgãos de dadores vivos aquém da média europeia

Alerta a Sociedade Portuguesa de Transplantação

14 outubro 2010
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As taxas de transplantação em Portugal são elevadas e, só em 2009, realizaram-se nos hospitais portugueses mais de mil transplantes, um aumento de 8,2% em relação a 2008, mas a transplantação de órgãos de dadores vivos ainda está aquém da média europeia, alerta a Sociedade Portuguesa de Transplantação (STP).

 

"Apesar da elevada taxa de colheita em cadáver, os níveis de doação em vida são inferiores à média europeia, alcançando pouco mais 10% dos transplantes renais", segundo dados apresentados no IX Congresso de Transplantação Luso-Brasileiro, realizado recentemente no Porto, e citados pela agência Lusa.

 

Em Portugal as listas de espera são essencialmente para o transplante renal, pois os doentes podem manter-se vivos durante muitos anos através das técnicas de diálise. Actualmente, existem mais de 10 mil doentes a realizar hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

Desses, cerca de 20 a 25% têm condições de ordem clínica para serem transplantados, estando em lista de espera até que lhes surja um rim compatível. Este valor pode ser reduzido se houvesse mais doações em vida. “A lei portuguesa, revista há poucos anos, permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, pode ser dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade. Acreditamos que o esclarecimento de todo o procedimento permite que cada vez mais pessoas se sintam à vontade para se tornarem potenciais dadores", salienta a SPT.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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