Transgénicos: Testes na natureza são inevitáveis mas com maior controlo
08 março 2002
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Os testes de culturas transgénicas nos campos são inevitáveis se se quer prosseguir a investigação, segundo um relatório encomendado pelo governo francês a quatro peritos, que propõem maiores restrições para os realizar.
 

 

Os especialistas afirmam no documento, divulgado quarta-feira, que os testes ao ar livre de plantas geneticamente modificadas são legítimos, desde que se tenham esgotado as possibilidades de experimentar em laboratório e que se tomem todas as medidas possíveis para evitar a sua disseminação no meio ambiente.
 

 

Os especialistas sublinharam ainda que não basta a opinião científica neste caso, já que também há que ter em conta argumentos de ordem social ou económica.
 

 

Em particular há que considerar se o organismo geneticamente modificado (OGM) "é verdadeiramente útil e para quem", como é mencionado no Protocolo sobre Biossegurança assinado em Janeiro de 2000.
 

 

Os autores do relatório propõem uma modificação do regime de autorizações para que cada pedido de realização de um teste passe pelo filtro de uma comissão de carácter científico e outra em representação da sociedade civil encarregada de emitir pareceres sobre a dimensão socio-económica.
 

 

Os peritos recomendaram também que se estabeleçam novos limites aos testes de forma a privilegiar a investigação científica sobre a produtividade e impedir que se realizem testes na natureza sem antes terem sido feitos estudos sobre os riscos de contaminar outras espécies.
 

 

O ministro do Ambiente francês, Yves Cochet, prometeu uma reacção do Governo a este relatório antes das sementeiras da Primavera.
 

 

Fonte: Lusa

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