Transfusões de sangue: Análise do risco de contrair VIH no Brasil

Risco é 20 vezes superior que nos EUA

24 janeiro 2011
  |  Partilhar:

O risco de contrair VIH (vírus causador da sida) em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior do que nos EUA, revela um estudo feito em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008.

 

O estudo, feito por estimativas, calcula que uma em cada 100 mil unidades de sangue de sangue do país possa estar contaminada pelo VIH. Nos EUA, a relação é de um para cada dois milhões de unidades de sangue revela uma notícia publicada no jornal “Estado de São Paulo”, que refere que entre 30 e 60 pessoas por ano possam ser contaminadas por sangue doado.

 

A versão anterior da pesquisa, de 2006, indicava que uma em cada 60 mil  unidades de sangue poderia estar contaminada pelo VIH e a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem infectar-se por ano. Embora “muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram”, destaca a notícia, citada pela agência Lusa.

 

“Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito”, afirmou à mesma publicação, a líder da investigação, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo.

 

Uma das alternativas, apontadas pela investigadora, para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste baptizado de NAT, que identifica a presença do vírus no sangue e não de anticorpos, como os dos exames tradicionais. Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), o estudo foi feito a partir da análise de unidades de sangue recolhidas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.