Transformação do tecido adiposo responsável por um terço das mortes oncológicas

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

22 julho 2014
  |  Partilhar:

A conversão de tecido adiposo branco em castanho é possivelmente responsável por um terço das mortes por cancro, uma vez que este processo despoleta um estado de extrema debilidade nestes pacientes, sugere um estudo publicado na revista “Cell Metabolism”.
 

“É a primeira vez que este fenómeno, o de queimar gordura, está associada a um efeito negativo. Verificámos que a transformação de tecido adiposo branco em castanho, um dos temas quentes da atualidade devido aos seus potenciais efeitos positivos na obesidade e diabetes, tem consequências muito severas no contexto do cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Erwin Wagner.
 

Neste estudo, os investigadores do Centro Nacional de Investigações Oncológicas, em Espanha, selecionaram diferentes modelos animais para analisarem as alterações desenvolvidas no organismo à medida que os tumores progrediam. Foram de facto observadas várias alterações em diferentes órgãos, as quais dependiam do tipo de modelo utilizado e tumor em causa. Contudo, foi consistentemente observado que ocorria a transformação precoce de tecido adiposo branco em castanho em todos os sistemas, antes mesmo de os sintomas de caquexia serem conhecidos.
 

Assim, os investigadores colocaram a hipótese de a redução da transformação do tecido adiposo poder melhorar os sintomas de caquexia. Isto foi demonstrado através do bloqueio de mediadores da inflamação, especificamente da IL-6. Nestas circunstâncias, foi observado que o processo de transformação foi substancialmente reduzido e consequentemente a caquexia.
 

“A inibição da conversão do tecido adiposo branco em castanho é assim uma forma de melhorar a caquexia nos pacientes oncológicos”, revelou, em comunicado de imprensa, os autores do estudo.
 

Na opinião dos investigadores, este estudo pode ajudar a desvendar o processo de transformação do tecido adiposo nos estádios iniciais da caquexia. ”Permite pensar na possibilidade de identificar biomarcadores capazes de identificar os pacientes que vão desenvolver caquexia, de forma a serem tratados de uma forma preventiva”, revelou, em comunicado de imprensa o líder do estudo, Michele Petruzzelli.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.