Transformação de células da pele em cardíacas mais eficaz

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

25 fevereiro 2014
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Investigadores americanos criaram um novo método que permite transformar de uma forma mais eficaz e completa as células da pele em células do músculo cardíaco, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 

A doença cardíaca é a principal causa de morte no mundo, mas os recentes avanços na ciência e medicina melhoraram a possibilidade de sobreviver a um enfarte agudo do miocárdio. Só nos EUA, cerca de milhão de pessoas sobreviveu a um enfarte, mas vive com insuficiência cardíaca. Deste modo, a comunidade científica começou a pensar em formas de regenerar o tecido cardíaco danificado.
 

A reprogramação das células da pele em células cardíacas requer a introdução de vários fatores genéticos para estimular este processo. No entanto, os investigadores reconhecem que existem alguns problemas associados com transformação deste método, que tem por base introdução de fatores genéticos, em terapias eficazes.
 

Assim os investigadores do Instituto de Gladstone, nos EUA decidiram utilizar uma abordagem diferente. Para o estudo foram utilizadas células da pele extraídas de ratinhos saudáveis, de modo a encontrarem compostos químicos que poderiam substituir os fatores genéticos.
 

Após terem testado várias combinações de moléculas, os investigadores identificaram quatro moléculas, denominadas por SPCF, que poderiam ajudar na transformação das células em causa. Estas células apresentavam uma contração similar à observada nas células cardíacas maduras, mas a transformação ainda não tinha sido conseguida na totalidade.
 

No entanto, após terem adicionado um único fator genético, o Oct4, ao cocktail das quatro moléculas, os investigadores foram capazes de reprogramar completamente as células da pele em células cardíacas. “Estudos adicionais demonstraram que estas células apresentavam o mesmo padrão de ativação de genes e de sinalização elétrica presentes nos ventrículos do coração”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Sheng Ding.
 

De acordo com os investigadores, estes resultados apontam para um método de reprogramação mais conveniente, uma vez que as células dos ventrículos são aquelas que são tipicamente afetadas durante um enfarte agudo do miocárdio.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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