Transferência de crianças com cancro para IPO do Porto

Decisão vai contra parecer técnico

23 fevereiro 2004
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O Movimento para a Oncologia Pediátrica Integrada (MOPI) acusou domingo o ministro da Saúde de ter decidido a transferência das crianças com cancro do Hospital de S. João para o IPO/Porto sem ter em conta um parecer técnico em sentido contrário.Manuela Sousa, vice-presidente do MOPI, considerou, em declarações à Lusa, que a única vantagem que o parecer técnico efectuado pelo Conselho Nacional de Oncologia imputa ao Instituto Português de Oncologia/Porto sobre o Serviço de Pediatria sobre o Hospital de S. João se refere às condições hoteleiras.«É evidente que isto não é significativo, quando comparado com a vantagem de as crianças doentes estarem num hospital como o São João, onde há pediatras e todos os serviços próprios de uma unidade de fim de linha, incluindo os cuidados intensivos», diz Manuela Sousa.A vice-presidente do MOPI sublinhou que o IPO/Porto é um hospital de adultos onde não há pediatras e que se as crianças precisarem de cuidados intensivos depois de uma cirurgia terão que ser transferidas para o S. João.O MOPI sublinha que em todos os países está a ser abandonado o modelo das unidades hospitalares especializadas, nomeadamente em Oncologia, como o IPO/Porto, optando-se pelos hospitais integrados, com todas as valências médicas.Fonte: Lusa

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