Tráfico de psicotrópicos via Internet aumentou

Maioria dos compradores é europeia e norte-americana

04 março 2004
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O aumento do tráfico de produtos farmacêuticos contendo substâncias sob controlo internacional através da Internet deixou particularmente apreensivos os membros do Órgão Internacional de Controlo de Estupefacientes. Sabe-se que aquelas farmácias se situam preferencialmente na Ásia e que os compradores dessas substâncias psicotrópicas estão na Europa e nos Estados Unidos. O OICE apela aos estados- membros para que adoptem a legislação suíça, segundo a qual é proibido importar ou exportar essas substâncias através do correio, sem uma prévia autorização das autoridades competentes. As ciberfarmácias são muito difíceis de controlar, dada a sua capacidade de mudarem de «instalações» logo que se sentem perseguidas.Outro dos aspectos referidos pelo relatório deste ano diz respeito à falta de capacidade dos países mais pobres em aceder a estupefacientes para fins médicos. É o caso de África, por exemplo, em que os analgésicos opiácios para o alívio das dores mais fortes, como as provocadas pelos cancros, é praticamente inexistente. Os países mais pobres representam 80% da população e não consomem mais do que 6% de morfina para fins médicos. Os dez países mais ricos consomem 87%. Os Estados Unidos continuam a ser o maior consumidor. O OICE lembra que esses medicamentos são considerados «essenciais» pela Organização Mundial de Saúde e exorta os países mais desenvolvidos e a indústria farmacêutica a fazer com que aqueles produtos se tornem mais acessíveis aos países mais pobres.Fonte: Jornal de Notícias

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