Traços faciais determinantes nas primeiras impressões

Estudo publicado na ”Proceedings of the National Academy of Science”

18 agosto 2014
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É possível prever as primeiras impressões com base nos traços faciais, tal como tamanho dos olhos e espessura das sobrancelhas.

 

O estudo conduzido pelo Departamento de Psicologia da Universidade de York, no Reino Unido, conseguiu demonstrar a importância dos rostos e de imagens específicas dos mesmos para a criação de uma impressão favorável ou desfavorável sobre alguém.

 

Quando observamos alguém tiramos conclusões rápidas sobre o carácter dessa pessoa. Determinamos se a mesma é amigável, confiável ou competente, por exemplo. Embora não seja muito clara a exatidão dessas impressões, o facto é que as mesmas influenciam o nosso comportamento relativamente a essa pessoa. É o caso de um político, cuja imagem nos inspira desconfiança. Provavelmente não iremos votar nesse político, como consequência.

 

Estudos anteriores demonstraram que os nossos juízos de valor baseados nas primeiras impressões recolhidas sobre outrem se podem resumir a três dimensões distintas: abertura (a pessoa quer-me ajudar ou fazer mal?), domínio (pode ajudar-me ou fazer-me mal?) e juventude-atratividade (esta pessoa poderá ser um bom parceiro romântico ou um rival?).

 

A equipa de investigadores baseou-se em mil imagens comuns recolhidas da internet e analisou os traços faciais dos rostos, tendo desenvolvido um modelo que pudesse fazer adivinhar as primeiras impressões com exatidão. Cada rosto foi descrito com base em 65 descritivos, como a altura dos olhos, por exemplo.

 

O modelo criado pelos investigadores, a partir da combinação daqueles descritivos, conseguiu explicar 58% das variações das impressões de quem avaliava os rostos. Numa reversão do processo, a equipa conseguiu criar rostos do género de desenho animado que demonstravam os traços faciais associados às perceções iniciais de abertura, domínio e de juventude-atratividade.

 

“Tiramos as primeiras impressões de outras pessoas de forma tão intuitiva que parece que não fazemos qualquer esforço para tal – acho fascinante o facto de podermos traduzir isto em modelos científicos”, comenta Clare Sutherland aluna de doutoramento daquela universidade.

 

Um dos autores principais do estudo, Tom Hartley, acrescenta que “no dia-a-dia não tenho consciência de como os rostos e as imagens dos rostos das pessoas influenciam a forma como interajo com as pessoas. Seja na vida real ou virtual parece que o carácter de uma pessoa é algo que consigo simplesmente sentir. Estes resultados demonstram o quão fortemente essas impressões são influenciadas pelos traços visuais do rosto – é uma descoberta que dá que pensar!”

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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