Trabalhos sobre doenças reumáticas e diabetes premiados

Grande Prémio Bial de Medicina

26 abril 2017
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Um estudo sobre as doenças reumáticas foi o vencedor do Grande Prémio Bial de Medicina, de 200 mil euros, enquanto um trabalho na área da diabetes recebeu o prémio de medicina clínica, anunciou a agência Lusa.
 
Ao todo a Fundação Bial atribuiu 320 mil euros a quatro vencedores, 100 mil para o trabalho sobre o pé diabético e dois prémios de 10 mil euros para projetos sobre cancro e osteoporose.
 
De acordo com informação da fundação, o Grande Prémio Bial foi para uma equipa liderada por Jaime Cunha Branco, professor e diretor do Serviço de Reumatologia do Hospital Egas Moniz, pelo projeto “EpiReumaPt - Estudo Epidemiológico das Doenças Reumáticas em Portugal”.
 
Através do projeto foram acompanhadas mais de 10 mil pessoas com o objetivo de caracterizar as doenças reumáticas. E concluiu-se que mais de metade da população adulta portuguesa (56%) sofre de pelo menos uma doença reumática, sendo que só 22% dos indivíduos estavam diagnosticados (os outros não estavam e o reumático nem era interpretado como tal).
 
O prémio de Medicina Clínica distinguiu o trabalho "Pé Di@bético - soluções para um grande problema", de Maria de Jesus Dantas, responsável pela Consulta Multidisciplinar de Pé Diabético no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa.
 
O trabalho abarca 18 anos de prática clínica no Centro Hospitalar e diz que os problemas do pé são a principal causa de ocupação de camas hospitalares pelos diabéticos e responsáveis por mais de 60% das amputações não-traumáticas de membros inferiores.
 
“Os pacientes diabéticos são amputados 15 vezes mais do que os não-diabéticos. Em Portugal são amputados cerca de cinco doentes por dia devido à diabetes”, diz-se também no documento da Bial, explicando que o trabalho descreve um plano de tratamento do pé diabético nas suas variadas vertentes e que pode ser implementado nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
 
Quanto às menções honrosas, uma foi para Bruno Silva-Santos, vice-diretor do Instituto de Medicina Molecular e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pelo trabalho "Cancer immunotherapy: changing the paradigm" (Imunoterapia do Cancro: Mudar o paradigma), que já deu origem a patentes internacionais e a uma empresa de biotecnologia.
 
A outra foi entregue ao projeto "Changing the paradigm of osteoporotic fracture prevention in Portugal. From national evidence to clinical practice and guidelines" (Mudar o paradigma da prevenção da fratura osteoporótica em Portugal. Dos dados nacionais à prática e orientações clínicas), de José Pereira da Silva, professor de reumatologia e diretor do Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e a Andréa Marques, enfermeira no mesmo centro hospitalar, que resulta de uma pesquisa de quatro anos sobre osteoporose e fraturas associadas.
 
O Prémio Bial é atribuído bianualmente e é considerado um dos maiores na área da saúde na Europa, distinguindo a investigação básica e clínica em medicina.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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