Trabalho pode estar associado a esterilidade masculina

Professores, gestores e engenheiros são os mais atingidos, indica estudo

30 novembro 2001
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Pode parecer piada, mas o trabalho pode influenciar a fertilidade masculina. Quem o afirma é uma equipa de investigadores de Singapura que efectuou um estudo junto de 640 homens cujas mulheres não conseguiam conceber e estavam a ser atendidas numa clínica especializada.
 

 

E para surpresa de muitos, o estudo descobriu que engenheiros técnicos, analistas financeiros, gerentes de empresas ou de informática e professores foram os que apresentaram maior propensão à esterilidade em comparação com outros profissionais.
 

 

Embora as conclusões não sejam definitivas, o estudo também revelou que apenas um em cada cinco homens apresentou uma causa evidente para esterilidade.
 

 

Para avaliar a possibilidade de o local de trabalho, bem como o tipo de actividade, interferir na esterilidade, a equipa de Sin-Eng Chia e Sun-Kuie Tay, da Universidade Nacional de Singapura, identificaram 218 de um universo de 640 homens sem causa conhecida para esterilidade. Estes pacientes foram comparados com 227 homens cujas mulheres estavam grávidas no momento do estudo.
 

 

Todos preencheram questionários sobre hábitos como fumo, ocupação e exposição a substâncias químicas que afectam a contagem de espermatozóides. Também foram submetidos a análises específicas ao sémen.
 

 

 

Professores
 

 

Os professores, por exemplo, foram quase oito vezes mais propensos a esterilidade, enquanto analistas financeiros tiveram uma propensão quase cinco vezes maior que os outros homens. Engenheiros técnicos, gerentes de empresas e de informática apresentaram quase o triplo do risco de serem atingidos pela disfunção. Ao invés, militares e religiosos foram os menos propensos à infertilidade.
 

 

O estudo também revelou que no caso dos fumadores apresentaram uma propensão quase três vezes para a esterilidade.
 

 

Não há explicações
 

 

A equipa de Chia e Tay não têm explicações para os resultados, mas relembraram que o stress psicológico, exigências maiores no trabalho e uma possível exposição a campos electromagnéticos podem ser factores que contribuem para a esterilidade.
 

 

Em função do pequeno número de voluntários avaliados, os autores reforçam que "são necessários mais estudos para validar os resultados".
 

 

Mexicanos preferem trabalhar
 

 

Enquanto o estudo de Singapura apresentou uma propensão em desenvolver esterilidade, no outro lado do mundo, os mexicanos, que têm fama de românticos, preferem trabalhar a fazer sexo.
 

 

Segundo dados fornecidos por uma mundialmente conhecida marca de preservativos, apenas seis por cento dos mexicanos consideram a prática de sexo como um «passatempo» preferido, números muito a baixo do trabalho (21 por cento) e dos desportos (20 por cento).
 

 

O inquérito sobre actividade sexual foi feito em 28 países –e que ouviu 18 500 pessoas - mostrou que os mexicanos fazem amor 93 vezes por ano, em média, em comparação com as 124 vezes dos norte-americanos.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

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