Toxinas ambientais podem aumentar idade biológica

Estudo publicado nos “Trends in Molecular Medicine”

02 junho 2014
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As toxinas ambientais, como as encontradas em químicos como benzeno e cigarros, podem fazer com que haja uma discrepância entre a idade cronologia e biológica de um indivíduo, sugere um estudo publicado na revista “Trends in Molecular Medicine”.
 

Apesar da data de nascimento presente nos documentos de identificação informarem sobre a idade cronológica, esta informação pode ter pouco significado em termos da idade biológica do organismo e das células.
 

“A taxa de envelhecimento fisiológico ou molecular difere de indivíduo para indivíduo em parte devido à exposição aos gerontogenes, ou seja, os fatores ambientais que afetam o envelhecimento. Acreditamos, que tal como o conhecimento dos agentes cancerígenos ajudou a aprofundar os conhecimento no âmbito da biologia do cancro, os gerontogenes irão também beneficiar o estudo do envelhecimento. Ao identificar e evitar os gerontogenes vamos ser capazes de influenciar o envelhecimento e a esperança de vida”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Norman Sharpless.
 

O estudo refere que no futuro, os testes sanguíneos para avaliação dos biomarcadores da idade molecular possam ser utilizados para compreender as diferentes taxas de envelhecimento da população. Estes testes poderão medir vias chave envolvidas no processo de senescência celular ou modificação química do ADN.
 

Norman Sharpless refere que, na perspetiva da saúde pública, o fumo dos cigarros é o gerontogene mais importante. O tabaco está associado ao desenvolvimento de cancro, mas também à aterosclerose, fibrose pulmonar e outras doenças associadas à idade. A radiação UV também torna as pessoas mais velhas. Recentemente, os investigadores constataram que a quimioterapia é também um forte gerontogene.
 

Os investigadores acreditam que a comparação entre os marcadores moleculares do envelhecimento e os resultados clínicos deveria ser iniciada o mais breve possível. Norman Sharpless defende que um maior conhecimento desta área poderia ajudar a responder a perguntas como: podem os biomarcadores do envelhecimento prever a toxicidade de uma cirurgia ou quimioterapia em pacientes cuja idade cronológica é já um fator de risco conhecido?

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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