Toxina da E.Coli pode transformar cancro colo-rectal em doença crónica
10 julho 2001
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Uma toxina bacteriana, responsável pela diarreia do viajante, pode ser usada num possível tratamento contra o cancro colo-rectal, doença que atinge o recto e intestinos (ver guia).
 

 

Em testes efectuados em ratinhos, esta substância interagiu “na perfeição” com um receptor de células cancerosas e, aparentemente, poderá reduzir o seu crescimento, embora não o consiga eliminar.
 

 

A toxina é produzida pela bactéria Escherichia Coli vulgarmente conhecida por E.Coli - uma infecção intestinal que se caracteriza por originar um quadro agudo de diarreia, de intensidade variável, geralmente acompanhado de febre e cólicas abdominais. Esta substância da E.Coli imita uma molécula de ocorrência natural.
 

 

Se a toxina tiver o mesmo efeito nos em seres humanos, (pois até ao momento apenas foi testada em ratinhos) este bem poderá ser um tratamento possível contra os cancros do recto e intestino (colo-rectal) , explicou Scott A. Waldman, da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia (Pensilvânia).
 

 

Mas, entretanto, são necessários mais estudos para que se possa determinar a segurança efectiva nos seres humanos. A toxina ST interage com o receptor GCC, localizado nas células que revestem o intestino e nas do cancro do recto e intestino.
 

 

A equipa verificou que a ligação entre os receptores do cancro e a toxina ST provocou uma “redução do crescimento do cancro”, ou seja, conseguiu regular o crescimento do tumor.
 

 

Deste modo, a equipa espera conseguir elaborar uma terapia que transforme os cancros do intestino e recto em doenças crónicas. Através de um possível tratamento com a toxina ST evitar-se-á a multiplicação rápida das células cancerosas, auguram os especialistas.
 

 

Depois desta etapa, os cientistas partem agora para uma nova investigação. Qual será a duração do efeito da toxina sobre as células do cancro? Esta resposta é determinante, segundo o líder da investigação, pois só com os resultados do estudo se poderá saber a dose “necessária e apropriada de ST".
 

 

As conclusões da investigação, realizada em células de cancro humano cultivadas em laboratório, foram publicadas recentemente na revista da Proceedings of the National Academy of Sciences.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters
 

 

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