Toxina botulínica redesenhada para ter maior adesão e segurança

Descoberta publicada na revista “PLOS Biology”

24 março 2020
  |  Partilhar:
Investigadores do Hospital Pediátrico de Boston mostraram que uma ligeira modificação à toxina botulínica usada comercialmente aumenta a sua adesão e segurança.
 
A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum em sete serotipos, BoNT/A-G, e todos funcionam da mesma forma: depois de se aderirem ao nervo junto à junção deste com o músculo (junção neuromuscular), uma porção da toxina atravessa a membrana do nervo para impedir a libertação de um neurotransmissor e assim paralisar o músculo.
 
A toxina tem uma larga escala de usos, desde o alívio de dores musculares à cosmética. Contudo, quando injetada, pode difundir-se no tecido circundante e causar efeitos adversos.
 
A forma comercial da BoNT/A está aprovada clinicamente para o tratamento de hiperatividade muscular e para o tratamento cosmético de rugas. A forma BoNT/B está aprovada para tratamento de distonias cervicais. 
 
As BoNTs têm dois pontos de adesão que reconhecem dois recetores separados no terminal nervoso. Os investigadores descobriram que aumentar os pontos de adesão aumenta a potência e diminui os efeitos adversos, dada a maior aderência.
 
Os cientistas adicionaram aminoácidos hidrofóbicos na malha de adesão lipídica da BoNT/B, o que aumentou a capacidade de adesão in vitro.
 
Min Dong, um dos investigadores principais explica a descoberta: “O nosso estudo mostra que as alterações feitas à BoNT/B podem aumentar o potencial terapêutico da toxina e reduzir os efeitos adversos”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar