Toxicodependentes esterilizados nos Estados Unidos

Eugenia e plano «nazi», apontam as associações dos direitos humanos

10 janeiro 2003
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Esterilizar toxicodependentes a troco de 200 dólares (cerca de 200 euros). Esta ideia, da responsabilidade de uma fundação conservadora dos Estados Unidos da América (EUA), está a gerar polémica no país. Algumas associações que lutam pelos direitos civis já denominaram este projecto de «nazi».
 

Com enquadramento legal, o controverso plano levado a cabo pela Fundação Projecto Prevenção, criada pela actriz Barbara Harris, funciona há quase uma década na costa oeste e está, agora, em plena expansão, com a instalação de escritórios na Califórnia, San Francisco, Kansas City, Albuquerque e Florida.
 

 

De acordo com o jornal italiano «Corriere della Sera», a proposta foi aceite já por 854 pessoas, 90 por cento das quais são mulheres. Para 370 dessas pessoas a esterilização teve efeitos imediatos, enquanto as restantes estão a usar métodos de longo prazo.
 

 

Perante este avanço, várias associações de direitos cívicos não se conformam e comparam o plano com a eugenia semelhante à que utilizavam os nazis quando esterilizavam os doentes e os judeus. Mas a fundação contra-argumenta que apenas pretende evitar o nascimento de crianças com doenças congénitas e evoca a estatística: 740 mil crianças nascem, todos os anos, nos EUA filhos de pais alcoólicos e toxicodependentes, metade quais sofrem de problemas de saúde.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

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