Toxicodependentes e viciados em jogo integram rede de referenciação

Centros de saúde e hospitais trabalharão numa intervenção precoce

01 agosto 2013
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Os toxicodependentes e pessoas viciadas no jogo vão passar a integrar uma rede de referenciação de comportamentos aditivos, na qual os centros de saúde, hospitais e unidades especializadas trabalharão em conjunto para uma intervenção mais precoce.
 

A Rede de Referenciação/Articulação no âmbito dos Comportamentos Aditivos e das Dependências “está feita”, carecendo apenas de “algumas afinações”, revelou à agência Lusa o diretor do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).
 

João Goulão explicou que esta rede é “uma reformulação” do documento aprovado em 2010, ainda na vigência do antigo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), para referenciação das pessoas com problemas ligados ao álcool, que envolvia os cuidados de saúde primários, unidades de toxicodependências, alcoologia, saúde mental e serviços hospitalares.
 

“Agora, com a passagem das unidades do IDT para a dependência das Administrações Regionais de Saúde (ARS) houve uma reformulação desse documento”, feita pelo SICAD e as ARS.
 

O documento, já aprovado pelo secretário de Estado adjunto e da Saúde “estabelece os níveis de intervenção dos cuidados de saúde primários, das unidades especializadas e ultra especializadas e quais deverão ser os circuitos dos doentes em cada região”, explicou.
 

“O que se pretende é que a curto prazo haja também a referenciação de pessoas com outro tipo de problemas como o jogo patológico”, disse Fernando Leal da Costa.
 

O documento servirá como “um manual de referenciação perante uma determinada situação e diagnóstico e estabelece a quem compete a responsabilidade de abordar as situações”, explicou João Goulão.
 

Por outro lado, adiantou, pretende-se que os médicos de família tenham um papel ainda mais relevante, apesar de já serem ”os principais identificadores” das situações.
 

“O que pretendemos é que sejam dotados de mais conhecimentos nesta área, através de formação específica, e que sejam capazes de constituir verdadeiramente a primeira linha não só encaminhamento mas também na abordagem da terapêutica destas situações de adição”, sustentou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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