Toxicodependência: em 2013, cinco pessoas por dia iniciaram tratamento

Dados do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências

09 janeiro 2015
  |  Partilhar:

Em 2013, mais de cinco pessoas por dia iniciaram tratamento contra a toxicodependência, tendo-se verificado uma tendência de aumento de pedidos de ajuda de pessoas cada vez mais jovens e devido ao cannabis, revela o relatório anual do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).
 

De acordo com o relatório intitulado “A situação do país em matéria de drogas e toxicodependência 2014”, ao qual a agência Lusa teve acesso, nesse ano, estiveram em tratamento, em regime de ambulatório da rede pública, 28.133 utentes com problemas relacionados com o uso de drogas.
 

Dos que iniciaram tratamento em 2013, 2.154 eram readmitidos e 1.985 fizeram-no pela primeira vez, constatando-se nos últimos quatro anos “uma tendência para o aumento de novos utentes, cerca de metade dos quais tendo como droga principal a cannabis”.
 

Em 2013, as Unidades de Desabituação (unidades para internamentos de curta duração) registaram 1.631 internamentos (1.535 em redes públicas e 96 em redes licenciadas), 55% dos quais por problemas relacionados com o uso de drogas.
 

Relativamente ao número de internamentos em Comunidades Terapêuticas (instituições para internamento prolongado) este foi de 3.534, 71% por problemas relacionados com o uso de drogas.
 

Quanto aos consumos, a heroína continua a ser a droga principal mais referida, exceto entre os novos utentes em ambulatório, em que foi a cannabis (49%), e os utentes das Comunidades Terapêuticas públicas, em que predominou a cocaína (61%).
 

O documento aponta também para “evidentes” reduções de consumo recente de droga injetada (prevalências entre 3% e 25% nos utentes das diferentes estruturas, em 2014) e de partilha de material deste tipo de consumo, existindo, no entanto, “bolsas de utentes” ainda com prevalências elevadas destas práticas.
 

Por outro lado, e sobretudo nos últimos quatro anos, constata-se uma maior heterogeneidade nas idades dos utentes que iniciaram tratamento no ambulatório, com um grupo cada vez mais jovem de novos utentes e, outro, de utentes readmitidos, cada vez mais envelhecidos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.