Toxicodependência dos pais põe em risco 5% das crianças portuguesas
09 novembro 2001
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Dos três milhões de crianças e jovens portugueses com idade inferior a 16 anos cerca de 5% apresenta características de risco, decorrentes, na sua maioria, de problemas de toxicodependência dos pais, alerta o director do Refúgio Aboím Ascenção.
 

 

Luís Villas-Boas refere que existem Portugal 150 mil crianças e adolescentes em situação de risco, acrescentando, no entanto, que tal "não significa que seja esse o número de jovens que sofrem de maus tratos ou são abusados sexualmente, mas significa que há 150 mil jovens numa situação que potencia o surgimento desses problemas".
 

 

O Refúgio Aboim Ascenção organiza amanhã, em Faro, o II Encontro Nacional de Emergência Infantil (EI), no qual serão debatidos problemas relacionados com uma fatia substancial da população: as crianças dos zero aos seis anos de idade.
 

 

Segundo Luís Villas-Boas, as respostas da Organizações Não- Governamentais (ONG) e do Estado a estes problemas ainda não são suficientes, mas "é nitidamente satisfatório o percurso feito desde 1990 para cá", que faz de "Portugal um dos países europeus com menor taxa de agressões a crianças".
 

 

Além da capital algarvia, há agora instituições de EI em Matosinhos, Santo Tirso, Covilhã, Famalicão, Coimbra, Seixal e Albergaria-a-Velha, com um total de cerca de 250 crianças internadas em permanência.
 

 

Em 1998, o Governo criou nova legislação sobre a matéria, o que permitiu o surgimento de 70 centros de acolhimento temporário para crianças em risco, que albergam cerca de um milhar de crianças com menos de seis anos.
 

 

As crianças consideradas em risco são encaminhadas para aquelas instituições através da Segurança Social, tribunais, autoridades policiais, comissões de protecção e estabelecimentos de Saúde, ficando a aguardar decisão posterior.
 

 

Quando tal é possível, voltam depois à família de origem - o que acontece a maioria das vezes - mas em numerosas situações as crianças são declaradas adoptáveis pelos tribunais de menores, iniciando-se então o processo que leva à futura adopção.
 

 

Fonte: Lusa

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