Tornar a radioterapia mais eficaz no cancro da mama

Estudo publicado na revista “FASEB Journal”

01 agosto 2017
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Um mecanismo natural de recuperação do organismo poderá estar a reduzir a eficácia da radioterapia em pacientes com cancro da mama, indicou um estudo recente.
 
Liderado por David Brindley, docente de Bioquímica na Universidade de Alberta, Canadá, o estudo revelou que a irradiação do tecido adiposo da mama provoca uma resposta inflamatória que em circunstâncias normais conduz à cicatrização. No entanto, no caso do cancro, este tratamento permite que as células sobrevivam.
 
“Os pacientes são frequentemente submetidos a 25 doses diárias de radioterapia na em toda a mama após a remoção por cirurgia do tumor, de forma a assegurar que as células cancerígenas que permaneceram foram destruídas”, avançou o autor principal do estudo.
 
David Brindley explicou ainda que “durante este tratamento, o tecido adiposo liberta autotaxina, uma enzima que inicia uma resposta de cicatrização da lesão. Esta resposta acaba por proteger as restantes células cancerígenas, permitindo-lhes que sobrevivam e evitem a destruição”.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores expôs tecido adiposo de ratazanas e humanos a doses de radiação semelhantes às que os pacientes recebem durante a radioterapia. Os resultados confirmaram que o procedimento fez aumentar a produção de autotaxina, mas também uma resposta inflamatória generalizada de cicatrização da lesão.
 
A equipa encontra-se agora a investigar a produção de um inibidor experimental de autotaxina que possa contrariar a resposta de cicatrização das lesões, e assim poder melhorar a eficácia da radioterapia.
 
“As células cancerígenas adotam uma variedade de estratégias para evitar a resposta imunitária do organismo. Se pudermos bloquear a resposta da autotaxina, cremos que o organismo possa ter uma maior capacidade de usar o seu próprio sistema imunitário para atacar as células cancerígenas residuais e eliminá-las, particularmente quando já estão danificadas”, comentou o investigador.
 
David Brindley explicou ainda que a estratégia poderá ser promissora noutros cancros e também no tratamento com quimioterapia.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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