Tonturas ao levantar podem ser sinal de doença grave

Estudo publicado na revista “Neurology”

28 setembro 2015
  |  Partilhar:
Os indivíduos que ficam com tonturas alguns minutos após se levantarem podem estar em risco de doença grave, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
As tonturas sentidas após um indivíduo se levantar podem ser causadas por uma queda repentina da pressão arterial ou simplesmente devido à toma de medicação ou desidratação. Contudo, quando esta situação ocorre com frequência pode ser um sinal de uma doença mais grave chamada hipotensão ortostática, que é definida como uma queda da pressão arterial após mudança de posição. Esta diminuição da pressão arterial pode ocorrer nos três minutos após uma pessoa se sentar ou levantar.
 
Investigadores da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, fizeram uma revisão dos registos médicos de 165 indivíduos com uma média de 59 anos. Os pacientes foram submetidos a um teste para avaliação do sistema nervoso e acompanhados ao longo de 10 anos. 
 
Do total dos pacientes, 48 foram diagnosticados com hipotensão ortostática retardada, 42 com hipotensão ortostática e 75 sem nenhuma das condições. Ao longo dos 10 anos do período de acompanhamento, 54% dos indivíduos com hipotensão ortostática retardada progrediram para hipotensão ortostática, enquanto 31% desenvolveu uma doença degenerativa do cérebro, como doença de Parkinson ou demência com corpos de Lewy, uma condição causada por uma acumulação anormal de proteínas no cérebro.
 
O estudo apurou ainda que a taxa de mortalidade ao longo dos 10 anos foi de 29% para os indivíduos com hipotensão ortostática retardada, 64% para os que apresentavam hipotensão ortostática (a forma mais grave da doença) e 9% para aqueles sem nenhuma das duas condições. Entre aqueles com hipotensão ortostática atrasada que progrediu para hipotensão ortostática a taxa de mortalidade foi de 50%.
 
Os indivíduos com hipotensão ortostática retardada que também tinham diabetes no início do estudo eram mais propensos a desenvolver a forma mais grave da doença do que aqueles sem diabetes.
 
Os investigadores verificaram ainda que muitos dos pacientes com a hipotensão ortostática retardada que não desenvolveram hipotensão ortostática estavam a tomar medição que poderia afetar a pressão arterial elevada.
 
“Os nossos achados podem conduzir ao reconhecimento, diagnóstico e tratamento desta condição e doenças subjacentes que podem contribuir para a morte precoce”, conclui, um dos autores do estudo, Christopher Gibbons.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.