Tomografia pode monitorizar eficácia de novos fármacos contra o Alzheimer

Estudo publicado no “The Lancet Neurology”

08 março 2010
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Investigadores finlandeses concluíram que a tomografia por emissão de positrões (PET) pode ser uma ferramenta importante no estudo de novos tratamentos contra a doença de Alzheimer.

 

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, lenta e progressiva, caracterizada por perda de memória, perda da capacidade de orientação e confusão. Nos doentes afectados por esta patologia há morte das células cerebrais e, consequentemente, uma atrofia do cérebro, a qual se crê que seja provocada pela produção e deposição em placas no cérebro de uma proteína denominada de “beta-amilóide”.

 

Contudo, até recentemente, não havia forma de visualizar a formação destas placas no cérebro dos indivíduos que sofriam desta doença.

 

Para este estudo, investigadores da Universidade de Turku, na Finlândia, utilizaram a PET, uma técnica de diagnóstico de medicina nuclear, para estudar o efeito do fármaco bapineuzumab no tratamento da doença.

 

O estudo, publicado no “The Lancet Neurology”, revelou que, quando comparado com um placebo, este fármaco reduz em cerca de 25% o depósito de placas de beta-amilóide nos doentes com Alzheimer.

 

Os investigadores, liderados por Juha Rinne, acreditam que o uso da PET para observar a evolução da formação das placas pode contribuir para estudar a eficácia de novos fármacos contra o Alzheimer e pode até, afirmam os cientistas, funcionar como uma importante ajuda na prevenção de doenças neurodegenerativas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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