Tomate diminui risco de acidente vascular cerebral

Estudo publicado na revista “Neurology”

11 outubro 2012
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O consumo de tomate diminui o risco de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que o tomate apresentava vários benefícios para a saúde. Em 2011, os investigadores do the National Center for Food Safety & Technology, revelaram que um maior consumo de tomate poderia proteger contra o desenvolvimento de cancro, osteoporose e doenças cardiovasculares.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Eastern, na Finlândia, contaram com a participação de 1.031 homens finlandeses que tinham entre 46 e 65 anos. A concentração sanguínea de um antioxidante presente no tomate, o licopeno, foi medida no início do estudo e periodicamente ao longo de uma média de 12 anos.
 

Os investigadores constaram que ao longo do período de acompanhamento 67 homens sofreram um AVC. Foi verificado que entre os 258 participantes que tinham as concentrações mais baixas de licopeno, 25 tiveram um AVC. Por outro lado, apenas 11 dos 259 que tinham concentrações mais elevadas deste oxidante sofreram um AVC.
 

Os autores do estudo concluíram que os indivíduos que apresentavam concentrações mais elevadas de licopeno tinham um risco 55% menor de desenvolverem um AVC quando comparados com aqueles que tinham concentrações mais baixas deste antioxidante. Esta associação foi ainda mais evidente quando os investigadores se focaram nos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Foi constatado que, em comparação com os homens que tinham concentrações mais baixas de licopeno, os que tinham concentrações mais elevadas apresentavam um risco 59% menor de AVC isquémico.
 

“Este estudo evidencia a associação entre o consumo de frutas e vegetais e um menor risco de AVC. Estes resultados apoiam as recomendações dadas no sentido de se consumir mais do que cinco porções diárias de frutas e vegetais, o que conduziria a uma diminuição considerável do número de acidentes vasculares cerebrais em todo o mundo”, conclui, um dos autores do estudo, Jouni Karppi.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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