Tomar Ibuprofeno duas a três vezes por semana pode reduzir risco de Parkinson

Estudo publicado na revista “Neurology”

29 março 2011
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Tomar o anti-inflamatório ibuprofeno, duas a três vezes por semana, poderá reduzir até 38% o risco de Parkinson, sugere um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard e do Hospital de Brigham, em Boston, EUA, publicado na revista “Neurology”.

 

A investigação sugere que o ibuprofeno poderá oferecer protecção contra o desenvolvimento da doença de Parkinson e constitui um dos maiores estudos realizados até ao momento a investigar os possíveis efeitos deste fármaco sobre a doença.
A doença de Parkinson caracteriza-se pela degeneração gradual das capacidades motoras, entre outros sintomas físicos, psicológicos e emocionais.

 

Segundo o líder da investigação, Xian Gao, “os resultados mostram que o ibuprofeno poderá proteger o cérebro de uma maneira que outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides e analgésicos, como a aspirina ou o acetaminofeno, não o fazem”. 

 

No estudo, os investigadores analisaram dados recolhidos de 98.892 enfermeiras e 37.305 homens profissionais de saúde. Os participantes informaram sobre o seu consumo de ibuprofeno e outros AINE (anti-inflamatórios não esteroidesesteróides).
O uso regular de ibuprofeno foi considerado pelos especialista pela toma de duas ou mais vezes por semana. Passados seis anos, 291 participantes foram diagnosticados com a doença de Parkinson.

 

Os cientistas descobriram que as pessoas que tomavam ibuprofeno de forma regular tinham um risco reduzido a 38% de desenvolver a doença de Parkinson, em comparação com aqueles que não tomavam o fármaco. Depois de uma maior análise que combinou outros estudos sobre o uso de ibuprofeno e AINE, os investigadores verificaram que os consumidores de ibuprofeno tinham um risco 27% menor de desenvolver a doença em comparação com quem não os tomava.

 

Em comunicado de imprensa, o líder da investigação conclui dizendo que a razão pela qual “o ibuprofeno poderá ter este efeito sobre a doença de Parkinson pode ser por se dirigir a certos receptores do cérebro chamados receptores e activados por proliferadores de peroxissomais (PPARsy, segundo as suas siglas em Inglês) ”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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