Toma prolongada de benzodiazepinas associada à doença de Alzheimer

Estudo publicado no “The Bristish Medical Journal”

12 setembro 2014
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A toma prolongada de fármacos para tratar a ansiedade e problemas de sono poderá estar associada à doença de Alzheimer, sugere um estudo publicado no “The Bristish Medical Journal”.
 
A demência afeta cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que se prevê que duplique a cada 20 anos, atingindo os 115 milhões em 2105. Apesar de já ter sido identificado um aumento do risco de demência nos indivíduos que tomam benzodiazepinas, a natureza desta associação, natural ou casual, ainda está por esclarecer.
 
No estudo agora publicado, investigadores com sede em França e Canadá decidiram avaliar a relação entre o risco da doença de Alzheimer e a exposição a benzodiazepinas ao longo de vários anos, assim como uma possível relação dose-resposta. O estudo inclui 1.796 pacientes com doença de Alzheimer e 7.184 indivíduos saudáveis.
 
O estudo apurou que a toma de benzodiazepinas durante pelo menos três meses estava associada a um risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer em cerca de 51%. A expressão desta associação aumentou com a exposição prolongada e com a toma de benzodiazepinas de ação prolongada.
 
Os autores do estudo referem que, apesar da natureza desta associação ainda não ser definitiva, a forte relação observada na exposição a longo prazo “reforça a suspeita de uma possível associação direta”.
 
As benzodiazepinas são ferramentas indiscutivelmente valiosas para o controlo de distúrbios de ansiedade e insónia transitória, contudo os investigadores advertem que esses tratamentos deveriam ser de curta duração e não excederem os três meses.
 
Os autores do estudo concluem que estes achados são de grande importância para a saúde pública, tendo em conta a prevalência e a cronicidade do consumo de benzodiazepinas na população idosa e a elevada e crescente incidência da demência nos países desenvolvidos.
 
Os investigadores acrescentam que é agora crucial encorajar os médicos a pesarem cuidadosamente os riscos e benefícios de iniciar ou retomar o tratamento com benzodiazepinas nos pacientes idosos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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