Toma de vitamina E associada a maior risco de cancro da próstata

Estudo publicado no “JAMA”

17 outubro 2011
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Um estudo, que incluiu 34.887 mil homens que receberam suplementação diária de vitamina E, revelou um risco significativamente aumentado de cancro da próstata para quem tomava esta vitamina, de acordo com um estudo publicado no “JAMA”.

 

A investigação avaliou os pacientes do Canadá, EUA e Porto Rico ao longo de 10 anos para avaliar os benefícios da vitamina E e do selénio na prevenção do cancro da próstata, e mostrou que esses suplementos aumentaram "de forma significativa" o risco da doença.
No estudo, que teve início em 2001, os homens foram divididos aleatoriamente em quatro grupos de tratamento: 8.752 a receberam selénio (200 microgramas / dia); 8737, vitamina E (400 IU / dia); 8702, ambos, e 8.696, placebo, com um acompanhamento planeado de um mínimo de sete anos a um máximo de 12 anos.

 

Desde o relatório inicial, de um total de 521 foram diagnosticados com cancro na próstata: 113 no grupo placebo ou controlo, 147 no grupo da vitamina E, 143 no grupo selénio, e 118 no grupo da combinação. Os investigadores descobriram que a taxa de detecção do cancro da próstata foi maior em todos os grupos de tratamento quando comparado com placebo, mas foi estatisticamente significativa apenas no grupo que tomou apenas vitamina E (17% maior).

 

Comparado com o grupo controlo, em que 529 homens desenvolveram cancro da próstata, 620 homens no grupo da vitamina E desenvolveram o tumor, assim como 575 no grupo selénio e 555 no grupo selénio mais vitamina E. "Esse aumento de 17% do risco de cancro da próstata mostra o carácter potencialmente nocivo de vitaminas aparentemente inofensivas", advertiram os cientistas.

 

Os homens que participaram do estudo não apresentavam um risco superior à média de desenvolverem cancro da próstata. E os investigadores não encontraram explicações biológicas para os efeitos prejudiciais da vitamina E, mas alertaram que os mesmos podem persistir mesmo após a suspensão do tratamento. "Com base nesses resultados e em estudos mais extensos de risco cardiovascular e consumo de vitamina E, chegámos à conclusão de que não há razão para tomar esses suplementos, uma vez que não trarão qualquer benefício e representam, para alguns, riscos reais", disse Eric Klein, um dos autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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