Toma de múltiplos medicamentos associada a fraturas em idosos

Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

25 novembro 2019
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Um estudo desenvolvido na faculdade de Medicina Geisel de Dartmouth, revela que a toma de múltiplos medicamentos por parte dos idosos aumenta a probabilidade de fraturas ósseas.
 
Segundo o estudo, o uso de medicação tem vindo a aumentar nos EUA devido ao melhor diagnóstico de doenças, o que permite melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade na terceira idade.
 
Contudo, muitos fármacos, como opiáceos ou analgésicos, antidepressivos, antiácidos ou medicamentos para dormir, aumentam o risco de fratura óssea. Estes aumentam as quedas e enfraquecem os ossos, sendo o risco particularmente alto em pessoas com osteoporose.
 
Sendo que os idosos americanos consomem em média 5 fármacos simultaneamente, seria provável que uma boa parte consumisse mais do que um destes fármacos ligados ao risco de fraturas.
 
Ao analisar os dados de prescrições (entre 2004 e 2014) de 2.5 milhões de beneficiários de cuidados de saúde americanos, a equipa de investigadores descobriu que estes fármacos eram comumente tomados e combinados.
 
Ao analisar dados sobre fraturas da anca em específico, descobriu-se que quantos mais medicamentos associados a fraturas os idosos tomavam, maior era o risco de fratura da anca.
 
Em média, tomar um destes fármacos aumentava para o dobro o risco de fratura da anca; tomar dois triplicava o risco e tomar três ou mais quadruplicava-o.
 
Os fármacos mais tomados pela coorte analisada eram os opiáceos (55%, só ou em combinação com outros) seguidos dos diuréticos (40%) e dos inibidores da bomba de protões utilizados para o refluxo gástrico (35%).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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