Tolerância à dor pode estar nos genes

Estudo apresentado na reunião da American Academy of Neurology

23 abril 2014
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Investigadores americanos identificaram os genes que estão envolvidos na maior ou menor tolerância à dor, dá conta um estudo apresentado na reunião anual da American Academy of Neurology.
 
De acordo com um dos investigadores, Tobore Onojjighofia, este estudo é importante na medida em que fornece uma forma objetiva de compreender a dor e explica por que diferentes indivíduos apresentam níveis de tolerância à dor distintos.
 
Neste estudo os investigadores contaram com a participação de 2.721 indivíduos, os quais tinham sido diagnosticados com dor crónica e estavam a ser tratados com opióides. Os participantes quantificaram a sua dor numa escala de zero a 10 eforam divididos em três grupos distintos, em função da sua perceção da dor. A dor foi definida como tendo baixa intensidade no caso dos participantes a terem pontuado com um, dois ou três; de intensidade moderada quando pontuada com quatro, cinco ou seis e de elevada intensidade quando lhes foi atribuída pontuações de sete, oito, nove ou dez. 
 
Os investigadores verificaram que 9% dos participantes tinham dores de baixa intensidade, 46% de intensidade moderada e 45% e elevada intensidade. A expressão dos genes COMT, DRD2, DRD1 e OPRK1 foi avaliada em todo os participantes.
 
O estudo apurou que o gene DRD1 era 33% mais prevalente nos indivíduos com dor de intensidade baixa, comparativamente com aqueles com uma intensidade elevada. As variantes dos genes COMT e OPRK eram 25 e 19% mais frequentes nos indivíduos com dor de intensidade moderada do que naqueles com dor de intensidade elevada. Foi ainda verificado que a variante do gene DRD2 era 25% mais comum entre os participantes com dor de intensidade elevada, comparativamente com aqueles com dor de intensidade moderada. 
 
A dor crónica pode afetar qualquer pessoa em qualquer momento da sua vida. “A identificação dos genes que poderão desempenhar um papel importante na perceção da dor poderão fornecer um novo alvo para o desenvolvimento de novas terapias e ajudar os médicos a compreender melhor a perceção que os seus pacientes têm da dor”, concluem os autores do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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