Tipo de parto não é alterado pelo exercício físico durante a gravidez

Estudo publicado no “American Journal of Obstetrics and Gynecology”

08 fevereiro 2010
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A prática de exercício de resistência de intensidade leve beneficia as mulheres durante a gravidez e não altera o tipo de parto, revela um estudo publicado no “American Journal of Obstetrics and Gynecology”.

 

De acordo com o líder do estudo, Ruben Barakat, a prática de exercício físico regular durante a gravidez beneficia o estado geral de saúde da grávida. No entanto, poucas investigações se centraram no tipo de exercício de resistência praticado e nos efeitos que ele pode ter relativamente ao parto.

 

Nesse sentido, os investigadores da Universidad Politécnica de Madrid, em Espanha, compararam o tipo de parto de 160 mulheres: metade das mulheres praticavam exercício físico e a outra metade não o fazia. A actividade física consistia em exercícios de resistência e de tonificação para os ombros, braços, pélvis e pernas, e de tonificação e mobilização das articulações.

 

Todas as mulheres tinham anteriormente praticado menos de 20 minutos de exercício físico três ou menos vezes por semana, o que é considerado um nível reduzido de exercício. Desde a semana 12 ou 13 até ao parto, as mulheres do grupo de controlo mantiveram esta média de exercício enquanto as do outro grupo passaram a fazer sessões de resistência e tonificação de menos de uma hora três vezes por semana.

 

O estudo revelou que não houve efeitos adversos tanto no grupo que praticava exercício como no grupo de controlo. Adicionalmente, os investigadores não encontraram nenhuma diferença entre os dois grupos em relação ao tipo de parto. Este resultado contrasta com as conclusões de estudos anteriores, os quais tinham reportado uma associação entre o aumento de partos pelo canal vaginal e a prática de exercício durante a gravidez.

 

Ambos os grupos também necessitaram do mesmo número de anestesias epidurais, tiveram uma duração semelhante de dilatação bem como os seus recém-nascidos foram igualmente saudáveis. O número de anestesias epidurais, a duração média do trabalho de parto e o estado de saúde dos recém-nascidos foram idênticos nos dois grupos.

 

Os investigadores concluíram que esta descoberta, em conjunto com a vontade das mulheres que se exercitaram durante a gravidez de o voltar a fazer em próximas gestações, comprova que é benéfica a prática de exercício físico de baixa intensidade na gravidez.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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