Tinta mostra tumores cerebrais

Estudo efectuado em ratinhos

22 agosto 2007
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Investigadores norte-americanos desenvolveram uma tinta que “ilumina” as células cancerosas, o que poderá tornar as cirurgias de remoção de tumores mais precisas, diminuindo o risco de reincidência da doença.
 

 

A substância foi desenvolvida a partir de uma molécula retirada de um aracnídeo venenoso, por cientistas do Hospital Infantil de Seattle e do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA.
 

 

Em experiências realizadas com ratinhos, a tinta reagiu em contacto com os tumores cerebrais de apenas um milímetro de diâmetro, sem “iluminar” as células normais em redor.
 

 

A descoberta transformaria completamente as cirurgias oncológicas, já que actualmente os médicos têm que identificar as células cancerosas analisando a cor, textura e a circulação de sangue nos tecidos.
 

 

Este trabalho é particularmente difícil em cirurgias cerebrais, em que os neurónios próximos ao tumor não podem ser danificados. "Tornando possível aos cirurgiões verem um tumor que não poderia ser detectado de outra maneira, podemos oferecer melhores resultados aos nossos pacientes", disse em comunicado de imprensa um dos autores do estudo, James Olsen.
 

 

Os autores acreditam que a tinta poderá ser usada para detectar vários tipos de tumores em pacientes a partir dos 18 meses de vida, mas ainda é preciso verificar se a tinta funcionará bem em humanos e se não se regista qualquer efeito tóxico.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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