Tibetanos têm genes que os protegem das grandes altitudes

Estudo publicado na revista “Science”

17 maio 2010
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Foram identificados dois genes que parecem explicar por que razão os tibetanos são capazes de viver confortavelmente no ar rarefeito das grandes altitudes, refere um estudo publicado na revista “Science”.

 

Apelidado de tecto do mundo, o Tibete é a região mais alta da Terra, com uma altitude média de 4.900 metros, um dos locais mais altos onde o homem habita.

 

À medida que subimos do nível do mar, o ar torna-se mais pesado, causando dificuldade de respiração. Por exemplo, os alpinistas que escalam os picos mais altos (até 9 km de altura) têm de usar máscaras de oxigénio para suportar o ar rarefeito.

 

Esta investigação, que contou com cientistas chineses e norte-americanos, partiu da constatação de que os tibetanos pareciam viver sem problemas na altitude. Para descobrir se os habitantes possuíam características genéticas específicas que lhes permitissem respirar facilmente nessas altitudes, os investigadores compararam o genoma de 31 tibetanos com os genes de 90 chineses e japoneses que viviam em zonas de baixa altitude.

 

Na pesquisa, os investigadores procuraram mutações genéticas em regiões do genoma já conhecidas por estarem relacionadas com uma melhor adaptação a grandes altitudes. Verificaram que as maiores mutações genéticas se encontravam nos genes EGLN1 e PPARA, dos cromossomas 1 e 22. Os cientistas sugerem que estas mutações possam estar relacionadas com as baixas concentrações de hemoglobina registadas entre os habitantes, que facilitam a respiração em grandes altitudes.

 

Possivelmente, adianta o estudo, os tibetanos terão desenvolvido um mecanismo de regulação para controlar a concentração de hemoglobina e evitar os efeitos negativos das grandes altitudes. Em pessoas que vivem em baixas altitudes, o ar rarefeito pode mesmo ser fatal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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