Tetris ajuda no tratamento de doença oftalmológica

Estudo publicado na revista “Current Biology”

26 abril 2013
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O conhecido jogo tetris pode ser utilizado no tratamento da ambliopia adulta, uma condição comummente conhecida como olho vago ou preguiçoso, dá conta o estudo publicado na revista “Current Biology”.
 

Este estudo levado a cabo pelos investigadores da McGill University e do Research Institute of the McGill University Health Centre (RI-MUHC), nos EUA, fornece uma evidência direta que o alívio da supressão do olho mais débil, uma vez que obriga os dois olhos a cooperar, aumenta o nível de plasticidade do cérebro, o que lhe permite reaprender.
 

A ambliopia é a causa mais comum de deficiência visual na infância, afetando até 3% da população. Esta condição é causada por um processamento deficiente do cérebro, o que resulta na supressão do olho mais débil pelo olho mais forte. Os tratamentos atuais têm-se focado em cobrir o olho mais forte, com objetivo de forçar o olho mais débil a trabalhar. Contudo, o sucesso destes tratamentos tem sido apenas parcial em crianças, e não têm surtido efeitos positivos nos adultos.
 

A chave para melhorar a visão dos adultos, que atualmente não têm outras opções de tratamento, foi a criação de condições que permitam os dois olhos cooperarem pela primeira vez numa determinada tarefa ", revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Robert Hess.
 

De acordo com os autores do estudo, o cérebro tem um importante grau de plasticidade, o que permite o tratamento de várias condições nas quais a visão se perdeu como resultado de distúrbios do desenvolvimento visual ocorridos na infância.
 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 18 adultos com ambliopia. Nove dos pacientes jogaram tetris apenas com o olho mais débil ficando o outro olho tapado. Os restantes participantes utilizaram os dois olhos para visualizar zonas distintas do tetris.  
 

Após duas semanas, os investigadores observaram que os pacientes incluídos no segundo grupo apresentaram grandes melhorias na visão do olho mais débil, assim como na perceção da profundidade a 3D. Quando os participantes do primeiro grupo, que apenas tinham conseguido uma pequena melhoria, mudaram para a outra modalidade, a sua visão também melhorou substancialmente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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