Testosterona melhora a memória das mulheres na menopausa

Estudo da Universidade de Monash

20 junho 2011
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As mulheres na fase pós-menopáusica apresentam uma melhor memória após realizarem um tratamento diário com um spray de testosterona durante seis meses, apontam dados de um estudo preliminar apresentado no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA.

 

"As mulheres têm um risco maior de desenvolver demência em comparação aos homens", explicou Sonia Davison, líder do estudo da Universidade de Monash, em Melbourne, Austrália, acrescentando que “os resultados do estudo oferecem uma terapia em potencial, onde actualmente não existe, para retardar o declínio cognitivo em mulheres."

 

O estudo comparou um grupo de controlo, composto por 30 mulheres, que não recebeu nenhum tratamento, com um grupo de nove mulheres no início da menopausa (entre os 47 e os 60 anos) que recebeu um spray de testosterona aplicado na pele. A dose do spray aumentou os níveis de testosterona ao nível dos registados por mulheres jovens em idade fértil. Todas as mulheres tratadas estavam a receber uma dose estável de terapia hormonal de substituição não-oral.

 

Todas as mulheres foram submetidas a testes para avaliar a função cognitiva. Os investigadores testaram a memória subjectiva através da capacidade de recordar os itens de uma lista de supermercado e através do seu desempenho em testes de aprendizagem e de memória verbais. O teste cognitivo foi realizado no início e no final do estudo, na 26ª semana.

 

No início do estudo, os dois grupos não diferiram significativamente nos resultados dos testes cognitivos. Os investigadores verificaram que, após 26 semanas, o grupo tratado com testosterona tinha melhorado significativamente a aprendizagem e a memória verbais, enquanto o grupo de controlo não mostrou qualquer mudança significativa. "O interessante é que as mulheres tratadas com testosterona eram todas saudáveis, sem comprometimento cognitivo, e houve, ainda assim, um efeito notório com o tratamento do spray," comentou a investigadora, acrescentando que, de facto, “a testosterona pode ter um papel protector contra a demência."

 

Os cientistas planeiam, entretanto, avançar com um ensaio clínico controlado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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