Testosterona apresenta propriedades antidepressivas

Estudo publicado no “Biological Psychiatry”

09 abril 2012
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A testosterona, a principal hormona masculina, apresenta propriedades antidepressivas. Contudo, até à data não eram conhecidos os mecanismos responsáveis por este efeito, mas agora um novo estudo publicado no “Biological Psychiatry” dá conta desses mecanismos.

 

Em comparação com os homens, as mulheres apresentam o dobro do risco de sofrerem um distúrbio afetivo, como a depressão. Os homens com hipogonadismo, uma condição na qual o organismo produz pouca ou nenhuma quantidade de testosterona, também sofrem de níveis mais elevados de depressão e ansiedade. Outros estudos também demonstraram que a terapia de substituição com testosterona provou ser eficaz na melhoria do humor.

 

Apesar do que já se sabe sobre as propriedades antidepressivas da testosterona, é de vital importância caracterizar como e onde estes efeitos ocorrem para que os investigadores consigam desenvolver medicamentos antidepressivos mais eficazes.

 

Assim, os investigadores da Florida State University, nos EUA, realizaram várias experiências em ratinhos, aos quais tinham sido retirados os órgãos sexuais, tendo-se verificado que estes animais desenvolviam comportamentos semelhantes à depressão que eram revertidos pelo tratamento com testosterona.

 

O estudo também revelou que os efeitos protetores da testosterona eram mediados por uma via de sinalização, a MAPK/ERK2, no hipocampo, a qual está envolvida na formação de memória e na regulação da resposta ao stress.

 

Estes resultados sugerem ser necessário que o funcionamento desta via de sinalização aconteça antes que os efeitos antidepressivos da testosterona possam ocorrer. Por outro lado, os resultados também indicam que esta via poderá ser um promissor alvo para futuras terapias antidepressivas.

 

“Curiosamente, os efeitos benéficos da testosterona não estão associados com alterações na neurogénese, processo de formação de neurónios no cérebro, no hipocampo, como é o caso de outros antidepressivos clássicos”, revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mohamed Kabbaj.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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