Testes para detectar Cancro da Próstata deve ser realizado após os 75 anos

Estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine” suscita críticas

06 agosto 2008
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Um grupo de especialistas norte-americanos recomenda que os testes de rotina para detectar o cancro na próstata se realizem apenas em homens com mais de 75 anos, dado que os exames podem ser mais prejudiciais do que benéficos para a saúde, avisa um estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”. O estudo tem sido amplamente criticado pelos especialistas mundiais.
 

 

Com a utilização generalizada deste tipo de testes, nomeadamente o que mede o antigénio específico da próstata (PSA), o número de casos detectados aumentou. Segundo estatísticas oficiais, em 2007, foi diagnosticado cancro na próstata a mais de 218 mil homens norte-americanos.
 

 

Contudo, e como este tipo de cancro normalmente se desenvolve muito lentamente, a saúde e a esperança de vida da maioria dos homens não é afectada. Pelo contrário, os tratamentos podem afectar a sua qualidade de vida, ao poderem deixar sequelas como impotência ou incontinência. De acordo com o estudo, liderado por Ned Calonge, do Preventive Services dos EUA, não foram encontradas “provas que a detecção precoce reduza o número de mortes provocadas por esta doença”.
 

 

Em declarações ao “Diário de Notícias”, Francisco Rolo, presidente da Associação Portuguesa de Urologia, explica que, “acima dos 75 anos, o exame não faz sentido, porque não será o cancro da próstata a causar a morte. Abaixo dos 75 faz sentido, porque a sobrevivência é muito maior se a doença for tratada precocemente”.
 

 

Tomé Lopes, director do serviço de urologia do Hospital Pulido Valente, também discorda da análise dos EUA. “Recomenda-se a realização dos exames porque é a única forma de despistar a doença. Se nos homens mais velhos, a evolução é lenta, nos jovens pode ser agressiva”, refere. Mesmo acima dos 75 anos, acrescenta, “há casos em que pode justificar-se o teste”. Em todos os países, as directivas apontam para a realização anual desta análise a partir dos 50 anos e até aos 75. No entanto, se houver antecedentes familiares da doença, é recomendável fazê-la a partir dos 45 anos.
 

 

Fontes: Lusa, Diário de Notícias e Imprensa Internacional
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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