Testes de paternidade aumentam exponencialmente nos últimos anos

Cientistas dizem que um em cada 25 homens não é o pai biológico

27 setembro 2005
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O número de casais que pedem, a título privado, testes que comprovem a paternidade dos filhos aumentou subitamente nos últimos anos. De acordo com um estudo feito por investigadores britânicos, e publicado na revista British Medical Journal, refere que um em cada 25 homens do mundo não é pai de seu suposto filho.
 

 

Os investigadores analisaram dezenas de estudos, publicados nos últimos 54 anos, sobre a «discrepância paterna» - quando se consegue comprovar que um homem não é o pai biológico de seu suposto filho – em vários países do mundo, entre os quais EUA, a Finlândia, a Nova Zelândia, a África do Sul e o México.
 

 

Dizem os investigadores da John Moores University, em Liverpool, que este aumento verificado na «discrepância paternal» não se deve apenas à evolução das técnicas de descodificação genética, nem no acesso mais fácil a estes testes, mas também a «uma transformação social inerente a esta realidade e um crescente perigo para a saúde pública que a infidelidade comporta.»
 

 

A equipa adverte para as consequências deste fenómeno na saúde pública. «Entre as consequências mais importantes está a quebra dos laços familiares, o aumento dos problemas de saúde mental, os problemas de baixa auto-estima nas crianças e ansiedade e o envolvimento em comportamentos anti-sociais e agressividade», escreveu a equipa.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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